GHREBH-, em indoeuropeu significava 'cavar, escavar', transformou-se, no germânico antigo, em /graban/ com o significado de 'escavar' ; transformou-se também em /graver/ (francês) com o sentido de lavrar em oco ou em relevo uma inscrição ou figura. As variantes GEREBH- ou GERBH- significam 'riscar, arranhar'. Dão origem ao anglo-saxônico /ceorfan/ 'recortar', ao alto alemão antigo, /kerban/ 'fazer uma incisão', ao norueguês / krabbe/ 'escavar'. Em grego deu /graphein/, como 'gravar, lavrar em baixo ou alto relevo uma inscrição ou figura, escrever'. Em latim /graphium/ significa 'estilo, ponteiro para escrever na cêra' e /graphiarium/ quer dizer 'estojo para guardar os estiletes com que se escrevia'. Dessa raiz comum vieram todas as palavras derivadas e compostas de gravar e grafia como biografia, gráfico, grafite, parágrafo, gravação, gravura. Também dessa mesma raiz provém o gre o /gramma/, com o significado de 'letra, linha' e seus compostos e derivados como programa, gramática, epigrama, anagrama, cardiograma e telegrama. (Fontes: Roberts/Pastor, Diccionario etimológico indoeuropeo de la lengua española; Kluge, Etymologisches Wörterbuch der deutschen Sprache; Faria, Dicionário escolar latino-português; Pokorny, Indogermanisches Wörterbuch)
BRASIL número 10| são paulo | junho de 2007   ISSN 1679-9100
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Pontifícia Universidade Católica
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Somos interpelados pelo
sentido do ouvido antes
de nosso nascimento.
Ouvimos os outros antes
de vê-los, senti-los ou tocá-los.

Christoph Wulf



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A Decifração Mágica dos Signos

 
por Jerusa Pires Ferreira
(Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – jpfer@uol.com.br)


Ao lidar com um universo de letra e voz que caminha das tradições orais de poeticidade ancestral ao texto popular impresso de larga circulação e vice-versa, necessitei de longos anos para acompanhar de que modo transcorria o regime de uma tradição editada, a construção de linguagens no mundo da página que se oferecia.

Constata-se que no âmbito de sistemas mágicos, religiosos há por lado um imaginário espraiado e uma espécie de corpo de representações difusas presentes em repetidas situações. Mas podemos também falar, por sua vez,   de um imaginário concentrado que, transitando por alguns limites infringidos a certos sistemas e linguagens, nos remetem ao mundo das linguagens  secretas, aos territórios da decifração, às sucessivas passagens da margem para o centro, sucessivamente. Conforme nos sugere José Manuel Pedrosa há todo um patrimônio que transita pelas gerações e que se mantém na memória das comunidades encontrando seus espaços seus espaços nas edições populares. Um arraigamento plurilingüístico e pluricultural, ele nos diz; eu diria uma síntese de culturas relegadas.


É preciso lembrar mais uma vez que os cripto-textos estão amparados por uma intensa tradição oral e que o espaço de ritos ocultos ou que se foram tornando ocultos constituiu uma garantia e fonte contínua de produção desses textos que podem passar, por exemplo, da tradição a uma massificação e a uma apropriação de superfícies.
É então que se pode acompanhar todo um regime de signos ambíguos, ou de signos intensos e fortes, inequívocos, respectivamente.

Estamos diante de uma evidência, a de que nas páginas impressas destes textos populares pode-se falar de palavras espacializadas, de marcas que têm poderes alusivos ou de designação, de complexas relações texto-imagem. E ao observá-lo, até podemos propor uma nova categoria, a performance do escrito/impresso, seus grafemas e a utilização de imagens que pertencem a um grande arquivo espécie de uma apocrifia virtualizada e muitas vezes diretamente mistificadora. 
Ao tratar de alguns segmentos vivos e presentes do livro popular, e em especial no Livro de São Cipriano [1] que estudei exaustivamente, lidei por muito tempo com algumas colagens estranhas, com textos vivos que iam formando verdadeiros compostos de Magia. [2] Saberes recalcados, perseguidos, reunindo-se em conjuntos que tanto apelavam para textos míticos como para orações, evocações etc.
Numa dramatização ao gosto dos públicos populares, aparece uma disputa de saberes que implica em conversão ou castigo, e sobretudo em  oralidade. 

Começa uma outra parte com instruções a todos os religiosos, avisos de cuidados quanto a diagnósticos, doenças, fantasmas, sua definição e estratégias para enfrentá-los, seguindo-se exorcismos para expulsar os diabos do corpo. “Os Bruxedos de São Cipriano” é um texto de alguém que pretende teorizar. “A História Medieval de Curas Milagrosas”, supostamente encontrada no manuscrito de São Cipriano, é também uma seqüência destacada. Mas, de repente, encontramos algo que não estava previsto e que só nos espanta. É a “História da Imperatriz Porcina”, que não é muito corrente nos livros de São Cipriano. [3]

Conta-se no livro de Molina esta estória, numa versão arcaica em prosa, que tem muita graça. As peripécias de Porcina formam um dos nossos Cinco Livros do Povo [4] que Câmara Cascudo estudou e apresentou tão bem, mostrando sua presença marcante na tradição popular portuguesa e brasileira. Em Portugal, a Imperatriz Porcina foi cantada por Baltazar Dias, um poeta cego, natural da Madeira e considerado por Teófilo Braga como o escritor “clássico” do povo português. Ele deve ter conhecido versões provenientes da França que tratam desta mulher casta e inocente, aviltada e caluniada por seu cunhado, dos seus sofrimentos e depois salva por intercessão da Virgem Maria. 


Sabemos que se trata da célebre legenda de Crescência, que ocupou a imaginação da Idade Média européia. O conto situa-se, ao que parece, entre 1135 e 1150 e a fábula contém o motivo da mulher acusada injustamente por um pretendente rechaçado, seguindo-se a confissão dos seus perseguidores e o reconhecimento de sua pureza. Existe na Alemanha um livro popular, o de Crescência, datado do século XVI, dos primeiros anos da imprensa. Fala-se da existência de versões paralelas orientais, havendo também uma versão árabe intercalada em As Mil e uma Noites.    
Mas comparece nestes livros todo um aparato misterioso, uma sucessão de objetos mágicos, de aparelhos para a operação mágica, com sua representação visual. Num dos livros desse grande corpus móvel e que continua ser editado no circuito das edições populares, descreve-se um livro de magia, na tradição dos antigos Grimórios, “banhado na grande laguna dos dragões vermelhos onde é impossível que algum elemento do universo seja destruído”. A questão da indestrutibilidade dos objetos confere o mistério necessário. Quando se trata do Livro o processo tem ainda mais força, para criar mistificações que funcionam até como estratégia de propaganda. Há também uma curiosa menção à indestrutibilidade das suas folhas e o seu destino será parar, quer se queira ou não, no dormitório de quem o possui. Interessante é que alguns livros de São Cipriano recomendam que não se deve passá-los para o dormitório. Sabemos que uma ordem assim é conflituosa gerando sempre curiosidade e convidando à transgressão.
 

A Decifração Mágica dos Signos


A letra misteriosa, não decifrável para leigos, permite todo o ritual em que se identificam aqueles que conhecem. Aqui se dá ao leitor a noção de participação iniciática; procura-se envolvê-lo no processo de decifração mágica do signo:
“Com grande admiração pude ler o escrito, com a mesma facilidade como se lesse um livro em meu idioma”. Diz o autor ter voltado várias folhas e ter achado desenhados um dragão e uma cabra em atitude tranqüila, colocada esta sobre aquela. A cabra tinha trançados sobre os seus joelhos uns hieróglifos que diziam: ARTE.

É extraordinária esta aproximação e, mais, o texto parece adquirir uma dinâmica interna só conseguida por alguém que maneje muito bem o ofício de escritor, a mestria de narrar e de construir linguagem:

 
Tudo parecia estranho e ao mesmo tempo familiar, à medida que eu o olhava; todavia me estava sendo reservada a maior das surpresas: o dragão e a cabra começaram a animar-se, a mover os olhos, a aumentar de tamanho e finalmente saindo do livro, se prostraram diante de mim dizendo com voz humana: - Sou seu servo; manda e serás obedecido”. [5]

 
Esta animação, esse trânsito de signos visuais, de símbolos transformados em personagens vivas saltando do texto, é conseguido com grande perfeição, e eu chego a ver nessa poética uma realização plena. Aqui não se pode falar de popular ou não popular, mas de um texto primoroso contido num livro de magia, recriado e transmitido. 

Diz o autor que, com a intenção de estar precavido para as contingências do futuro, procurou tirar uma cópia do conteúdo do livro, cujo título na portada é: Tratado Completo de Verdadeira Magia ou O Tesouro do Feiticeiro. Dedica-o ao novo adepto das ciências desconhecidas (não fala de ocultas) e coloca embaixo a assinatura de Lúcifer, atendendo aos apelos desta operação que se dirige ao popular. Apesar de aí se advogarem as práticas de feitiçaria, a ordem é a conversão ao cristianismo, o sincretismo, o jogo entre as forças do bem e do mal, tendendo à vitória do chamado bem. 

Há neste texto uma profusão de sinais, talismãs, amuletos, páginas inteiras que tratam de objetos em sua variedade, varas de castigar demônios etc. são formulações que têm o requinte que nós já perdemos; por exemplo, o nome da varinha feita para castigar demônios é vara boleante ou férula fulminante, o que encantava o poeta Haroldo de Campos.   

Estes achados e sutilezas de nomenclaturas e atribuições são os que a vida cotidiana desgasta e destrói, são os mistérios que desbaratamos. Desfilam aí páginas inteiras dando nome às coisas, varas mágicas, bastões, facas, descrição e imagem, toda esta parafernália descrita e mostrada, que vão envolvendo o leitor e se encarregando de introduzi-lo, como iniciado, naquele mundo. 

Assim, tem grande relevo a parte que trata dos vestidos mágicos; que nos lembram  irmãos Grimm e de suas recolhas de contos de fadas. Tudo isto tem a ver com eles, as receitas de como preservar vestes inconsúteis (sem costura), as fórmulas das tintas mágicas, os fios de ouro, de prata, as palavras gravadas, os caracteres. Há toda uma necessidade do visual, da representação gráfica e uma constante tradução de linguagens.

A composição de tinta com a qual se assinará o pacto merece aqui um tratamento em detalhes. Recomenda-se que os pactos não sejam escritos com tinta ordinária, e pede-se para mudar de tinta, cada vez que se faça um novo chamamento. A presença do signo de Salomão, o anel, as estrelas, as cores, as formas, os talismãs. 

Evocando a capacidade de entrever, de sonhar, de compreender que os mistérios são feitos de minúcias e que a vida aponta para a eternidade, se composta por rituais, na expressão de seus signos.
                            
Tudo isso me leva a pensar nos elementos organizadores de princípios de performances do oral ao impresso, situando-se em relações tempo/espaço em que o oral se situa e define, nasce de uma ação mágica, nos relances de um encontro entre as partes que procurei chamar fascinação

É V.V. Ivanov, semioticista soviético, em sua original autobiografia, que nos remete a Knorózov, vendo a fascinação como um método especial de comunicação estética e ritual. Diz-nos que esta noção de fascinação acrescenta algo às funções da linguagem dadas antes por Bühler e Roman Jakobson.

Mihail Popp, o etnógrafo romeno, traz-nos a importância das relações entre ritos, mitos e narração. Chamando a atenção para aspectos de ritualidade e não-ritualidade, sagrado e não-sagrado, verídico e não-verídico e sobretudo para a fantasia poética em si mesma, que constitui tão importante domínio. Sugerindo algo mais, ele consegue ver o relato como um ato semiótico, observando a convergência e divergência entre categorias, e determinando a significação de cada categoria como um signo.  

Tudo isso se configura no sentido da apreensão entre o que alguém nos diz, comunica, revela ou fascina. De repente, um narrador lembra-se de algo que lhe faz brilhar os olhos e transmite-nos um quê desta iluminação. De pronto, a memória reacende-se num fluxo ininterrupto que nos desperta associações contínuas ou há algo no seu dizer que vai ter a força que suspeitávamos e que se faz imantar como limalhas.  

No belo livro Sud e magia, Ernesto Martino discute as relações entre história, magia e ritualidade, referenciando-as a uma esfera das técnicas mito-rituais, que evidenciam a potência mágica da palavra e do gesto. Sem querer entrar em questões de magia propriamente dita ou de ritual em si, o que se destaca aqui em nossa abordagem, como importante para a percepção daquilo que pode ser um encontro para a apreensão do instante da oralidade é a fascinação, dentro do processo transmissivo, como um todo. Há uma espécie de elemento orgânico e ainda um ato que recupera e transmite fragmentos de algo que conduz as forças internas e externas de quem ouve e de quem escuta, e nosso caso de que tratamos, em extensão, de quem lê ou vê, mesmo que já a receba em regime de apropriação mistificadora.  

Há nesse livro de Martino alguns elementos que podem ser aqui trazidos para avaliar a transmissão e situar a apreensão daquilo que se diz. Chegam até nós os impedimentos, resultantes de inibição ou de fusão. Às vezes parece que se articulam nesses atos de escutar/ver/aprender antigos gestos rituais, pulsões que tanto trazem a força de grupos sociais quanto os impulsos de alguém em situação dramática, mágico-transmissiva. Ao tratar do seu tema, levanta a questão interessante de uma ordem meta-histórica, de um certo espaço indefinível de interação do rito, a criação de uma espécie de pacto entre quem diz e quem ouve, a conversão possível, a operação que cria uma pactuação rumo ao entendimento, que compreende tanto razões empáticas quanto  simpáticas, racionais e não- racionais  ao mesmo tempo. 

Em outra instância devo lembrar que, ao dizer e ao escutar, conta-se com a força dos repertórios das leituras ou do que se ouviu ler ou contar. Num projeto que inclui vários trabalhos, Matrizes impressas do oral, estou tentando mostrar como certos textos orais e populares organizam-se a partir de duas matrizes: aquela que se constrói a partir dos assentamentos de uma memória ancestral e a que está diretamente ligada a um texto impresso ou a repertório de textos impressos mais imediatamente acessíveis. Ora, tudo isso tem de estar presente, em se tratando de uma avaliação, quer de um texto narrativo ou de uma poética. A identificação desses enredos com os futuros atos narrativos e performáticos é inevitável. Dizer é também recriar antigas estórias ouvidas, lidas, vistas, apreendidas. 

Neste fim de século uma das grandes riquezas é a comunicação em presença, a energia, o envolvimento multi-sensorial que inclui, entre outras, a categoria da fascinação. O circuito que se abre e completa provisoriamente, abrindo para novos textos e para outras significâncias é a garantia do alcance mais pleno da comunicação humana.        

 
Bibliografia


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LEROI-GOURHAN, André. Le geste et la parole. Paris: Albin Michel. 2 v. 

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Biografia


Jerusa Pires Ferreira nasceu em Feira de Santana (Bahia). Bacharel em Letras pela UFBa, em 1967, onde foi, por muitos anos, professora de Literatura Portuguesa. Dedicou-se a temas medievais e à Novela de Cavalaria. Bolsista do Instituto de Alta Cultura, em Lisboa, escreveu O Tapete Perceptivo de Palmeirim de Inglaterra apresentado como tese à UFBa. Freqüentou em 1975 e 1976 os Seminários de Urbino (Itália). Mestre em História Social pela UFBa em 1977, Doutora em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo em 1980. Desenvolveu pesquisa de Pós-doutoramento sobre o Fausto, na Alemanha (Erlangen Nürnberg), convênio DAAD/FAPESP, e também sobre “matéria arturiana” e o tema de Carlos Magno na Literatura Popular, em Lisboa. Livre-docente pela Universidade de São Paulo em 1988. É professora da ECA-USP, onde criou uma linha de pesquisa sobre memória editorial e disciplinas sobre livros e edições populares. Ali orientou teses sobre memória editorial, além de criar e coordenar projetos, a exemplo de Editando o editor, em curso. Autora de inúmeros trabalhos que pensam a cultura popular em suas relações com outros segmentos culturais, publicou: Cavalaria em Cordel (São Paulo, Hucitec, 1979,1993); Jornadas Impertinentes, organizadora (São Paulo, Hucitec, 1985); Armadilhas da Memória: conto e poesia popular (Salvador, Fundação Casa de Jorge Amado, 1991); O Livro de São Cipriano: uma legenda de massas (prêmio Jabuti; São Paulo, Perspectiva,1993); Fausto no Horizonte (São Paulo, Educ, 1996). Armadilhas da Memória e outros ensaios. (2ª edição. São Paulo: Editora Ateliê, 2004); Os Trabalhos da Luz (Coleção Memo. São Paulo: Memorial da América Latina, 2006); Tereza Batista – texto e imagem: um livro de exemplos (Salvador: Fundação Casa Jorge Amado, 2006). Professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo onde dirige o Centro de Estudos da Oralidade e o projeto de Tradução da obra de Paul Zumthor: Performance, recepção e leitura (2ª edição. São Paulo: Cosac & Naify, 2007); Escritura e Nomadismo (São Paulo, Ateliê Editorial, 2005), Performance, recepção e leitura (São Paulo, Educ, 2000); Tradição e Esquecimento (São Paulo, Hucitec, 1997); A Letra e a Voz (São Paulo, Companhia das Letras, 1993); Introdução à Poesia Oral (São Paulo, Hucitec, 1998); Falando de Idade Média (São Paulo: Editora Perspectiva (no prelo).  Professora convidada de várias universidades estrangeiras e particpante de projetos de pesquisa junto às de Ottawa/Canadá, na área de Transferências Literárias e Culturais e de Alicante/Espanha ao projeto Teoría de la Unidad Cultural de Europa, coordenado pelo professor Pedro Aullón de Haro. Dirigiu tese de doutorado no Departamento de Artes da Universidade Autônoma de Barcelona, onde faz progredir um projeto de cooperação científica juntamente com o Professor Antoni Rossell desta Universidade.  

              

Notas

[1] O Livro de São Cipriano, uma Legenda de Massas. São Paulo: Editora Perspectiva, 1992.  

[2] Cf. Menendez y Pelayo. Historia de los Heterodoxos Españoles. Buenos Ayres, Emecê, t III e V. 

[3] Em São Cipriano: uma legenda de massas, ed. cit. comparece a riqueza do corpus levantado, suas informações editoriais, além de referências bibliográficas sobre o tema. 

[4] CÂMARA CASCUDO, Luís da. Cinco Livros do Povo: introdução ao estudo da novelística. Rio de Janeiro: José Olympio, 1953.  

[5] El Libro de San Cipriano: El Tesoro del Hechicero. Libro Completo de Verdadera Magia. s/ind. editoriais, s/d., nueva edición ilustrada, 146 p., [Biblioteca Ciências Ocultas], México, D.F.   





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